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22/07/2021 16:41

Família acolhedora, uma questão de solidariedade humana

Carlos Alberto de Lima/Prefeitura de Alta Floresta

Se a adoção pelo simples fato de adotar é um ato nobre, digno e merecedor de aplausos, o que dizer do ato de acolher? De o simples acolher. Acolher uma criança e ou um adolescente por um período temporário e dar a ela o aconchego do seio familiar, até que tudo se ajuste e seja devolvida à família de origem. Aí é que entra o “Família acolhedora”

Nascido em 2017, o Família Acolhedora é o Serviço de Acolhimento que vem recebendo grande aceite e aprovação em todo o Brasil e que em Alta Floresta está localizado no CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) onde uma equipe atende famílias que queiram participar se candidatando ao programa.

Conversámos com a psicóloga Marle Oliveira Rodrigues, a Assistente Social Luciene Máximo e Gheuren Frassetto, coordenadora do Serviço Família Acolhedora. “Nós fazemos parte do serviço de acolhimento da família, um serviço que trabalha na organização do acolhimento de crianças e adolescentes que foram afastadas do convívio familiar por meio de medida protetiva”, diz a psicóloga Marle, pontuando que o Serviço consiste em cadastrar, selecionar e capacitar as famílias que queiram participar e acompanhá-las durante todo o processo de acolhimento.

“O convívio da criança com a família acolhedora vai de um final de semana até um ano e meio’, explica a psicologa.

São crianças que sofreram algum tipo de agressão, de violência e que por isso foram afastadas da família de origem e encontra-se em abrigos até que sejam acolhidas por essas famílias dispostas a se tornarem famílias acolhedoras.

Uma situação bastante questionada diz respeito à criação de possível vínculo familiar, de apego que também é explicada pela psicóloga: “o apego sempre vai existir, precisa existir, porque se não

existir é porque o serviço não deu certo, o acolhimento não deu certo, não aconteceu”.

As famílias são preparadas, capacitadas, e conscientes que essas crianças não vão ficar definitivamente com elas, que vai ser por um período. Tem o processo do apego e do desapego, uma vez que o objetivo do serviço Família Acolhedora é que essas crianças voltem para a família de origem ou vão para a adoção.

Durante esse período em que as crianças estão acolhidas vai ser trabalhado a família de origem para tentar sanar os conflitos que essas famílias estão vivenciando, mas o objetivo do projeto é fazer com que retornem às famílias de origem.

Como participar? Como tornar-se uma família acolhedora? “Nós trabalhamos num prédio anexo ao Creas, ali na rua B3 e também tem os telefones3521-4215 e 99693-2215 onde podemos agendar uma visita domiciliar para apresentar o serviço”, informa a assistente social Luciene Máximo.

Para se cadastrar é necessária documentação pessoal dessa família, carteira de Identidade, CPF, certidão de nascimento ou casamento, comprovante de residência, certidão negativa de antecedentes criminais, atestado de saúde físico e mental e comprovante de renda.

Também são requisitos: as famílias precisam ser de alta floresta, sendo vedada mudança de município, um dos membros deve ter 21 anos acima sem restrição de gênero ou estado civil; a família precisa apresentar idoneidade moral e disponibilidade para participar das atividades do serviço, pois a família será preparada para receber essa criança e não pode integrar o cadastro nacional de adoção.

Gheuren Frassetto, a coordenadora do Família Acolhedora diz que desde o surgimento do programa em 2017 e agora retomado em 2021, apenas uma família está cadastrada e “precisamos, quanto maior numero de pessoas melhor, hoje temos 25 crianças nas duas casas (abrigos), de zero a 12 numa das casas e de 12 a 18 na outra e precisamos que o máximo de famílias se cadastrem”, pontua. A psicóloga Marle Rodrigues lembra que para ser Acolhedora a família tem de estar de coração aberto para o acolhimento e que é

uma questão de solidariedade. “É dever do estado, da sociedade, cuidar das crianças e adolescentes”, está no Estatuto (ECA) e na Constituição Federal, no artigo 227.


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