Política

05/11/2019 10:26

Em acareação, Lesco e Zaqueu confirmam destruição de provas de grampos clandestinos em MT

(G1)

Durante uma acareação realizada em Cuiabá, nesta segunda-feira (4), pela Polícia Civil, sobre o caso dos grampos clandestinos envolvendo policiais militares, os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco teriam confirmado os depoimentos anteriores, inclusive a destruição de provas sobre o esquema. Já o coronel Airton Siqueira preferiu ficar em silêncio, segundo a delegada Ana Cristina Feldner.

objetivo da acareação era esclarecer diversos pontos em torno da destruição do sistema de escutas clandestinas e do arquivo de conversas grampeadas. Ainda de acordo com a delegada, os fatos ficaram confusos após informações fornecidas pelo Cabo da PM, Gerson Corrêa.

Por essa razão, foi solicitado o compartilhamento de provas disponibilizadas à 11ª Vara de Justiça Militar que também apura o caso. 

A Polícia Civil também compartilhou com a Justiça, informações relacionadas ao coronel Siqueira. Ele não foi denunciado no processo militar. No ofício, as delegadas citam que enquanto a sargento Andrea prestava serviços no escritório de interceptações, estava lotada no Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), sob o comando de Siqueira.

As delegadas solicitaram informações da escala de serviço da sargento e verificaram que ela era escalada normalmente no Ciopaer, mesmo estando no escritório clandestino.

Ainda segundo a delegada, apesar do silêncio de Siqueira, a acareação trouxe avanços às investigações que deve solicitar outros depoimentos, entre eles, o do ex-governador Pedro Taques, citado pelos coronéis Zaqueu e Lesco. 

Os grampos

 

 

O esquema foi denunciado à Procuradoria-Geral da República pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, que foi secretário de Segurança em 2015. Ele diz que recebeu denúncia do caso naquele ano e que alertou o governador Pedro Taques.

Agora, a PGR investiga se Taques sabia do crime e de quem partiu a ordem para as interceptações. O governador, por sua vez, nega que tinha  conhecimento sobre o caso.

Segundo consta na denúncia, pelo menos 80 pessoas tiveram as conversas grampeadas no período em que o esquema funcionou. Entre elas políticos de oposição ao então governo de Mato Grosso, advogados, médicos e jornalistas.

Os telefones foram incluídos indevidamente em uma investigação sobre tráfico de drogas que teria o envolvimento de policiais militares. O resultado dessa investigação, porém, não foi informado pelo governo até hoje.

 

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