Política

15/02/2019 17:12

Governador é vaiado por produtores em Sorriso durante visita do vice-presidente da República

(SONOTICIAS)

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM) foi vaiado por produtores rurais, esta manhã, em uma fazenda durante o evento de abertura do plantio do milho e encerramento da colheita de soja 2018/19, em Sorriso, no qual teve a participação do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão. As vaias foram por causa do projeto encaminhado por Mendes e aprovado pela Assembleia Legislativa, aumentando a alíquota sobre a soja, milho, gado do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) que produtores e pecuaristas passaram a pagar que deve gerar para o Estado R$ 500 milhões a mais de arrecadação.

“Eu já esperava isso [vaias]. Não tem problema nenhum e vejo com muita naturalidade. Muitas vezes vaiei também. Agora, eu prefiro começar vaiado e terminar aplaudido. O anterior [Pedro Taques] começou muito aplaudindo e terminou execrado nas urnas e por grande parte da população. Fui prefeito de Cuiabá, tomei medidas duras e sai com 80% de aprovação. Não tenho essa pretensão, mas quero administrar Mato Grosso, fazer o que é correto e aquilo que eu posso explicar para as pessoas. Explicar e mostrar que é o único caminho para recuperar. O caminho é segurar despesas, cortar e trabalhar para aumentar a arrecadação. Equilibrar o Estado e fazer com que preste um serviço descente, na saúde, na infraestrutura e na segurança”, explicou o governador.

Conforme Só Notícias já informou, além do Fethab, foram aprovados no ‘pacotão’ de projetos do governo do Estado a redução de 24 para 15 secretarias, extinção de quatro autarquia de mudanças na Empaer e Desenvolve MT, a nova Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que prevê um plano de recuperação fiscal estadual, barrando a criação de novas despesas onde não há previsão de arrecadação ou fonte de pagamento, a lei permite que estudos para suprior o déficit da previdência estadual, estimado em R$ 1,2 bilhão, no MT Preve.

Também foi aprovada a nova legislação que condiciona a concessão do Reajuste Geral Anual (RGA) à capacidade financeira do estado. Além disso, os parlamentares também aprovaram o decreto de calamidade financeira e no prazo de 180 dias o governo pode cortar despesas, recorrer ao governo federal e descumprir a LRF sem ser punido.


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