Política

09/11/2018 16:58

DERROTADO AO SENADO - Nilson Leitão culpa PSL por sua derrota e descarta cargo

(GD)

Derrotado na disputa ao Senado neste ano, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) descartou qualquer possibilidade de fazer parte da equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). O tucano chegou a ser cotado para um cargo no Ministério da Agricultura. Em entrevista à reportagem de A Gazeta, Leitão comentou o assunto e também o resultado da eleição. Disse acreditar que, justamente, a aliança entre o PSDB e o PSL foi um dos fatores que culminaram na sua derrota.  

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A sugestão para que Leitão participasse da equipe de Bolsonaro partiu de lideranças da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) do Congresso Nacional. Foi o grupo que indicou a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) para o cargo de ministra da Agricultura.   

“A Tereza Cristina foi minha vice-presidente quando estive à frente da FPA e depois me substituiu. É um excelente nome para o cargo”, comemorou o tucano, negando, contudo, os rumores de que ela o teria convidado para assumir uma secretaria no Ministério. “Não teve nenhum um convite oficial, até porque, quando a FPA precisou indicar nomes para o presidente eleito, eu deixei claro que não tinha intenção de participar desse governo”.    

Nilson Leitão ficou em 4º lugar na disputa pelas duas vagas ao Senado deste ano. Para ele, a aliança do PSDB com o PSL, que acabou elegendo a juíza aposentada Selma Arruda, foi uma das coisas que o prejudicou. “O PSL não contribuiu em nada na nossa campanha. 

Já a minha campanha ajudou e muito o PSL. Eles não tinham tempo de TV e passaram a ter com a gente”, afirmou, pontuando que a condução da aliança foi liderada pelo governador Pedro Taques (PSDB), que também não foi reeleito.    

“Agora o PSDB precisa se reorganizar em Mato Grosso e quero participar dessa mudança. Esse será o meu desafio a partir de 1º de janeiro, já que em maio teremos eleições das direções municipais, estaduais e nacional do partido”.    

Agronegócio   

Nilson Leitão também saiu em defesa do senador eleito Jayme Campos (DEM), que vem cobrando a taxação do setor produtivo do Estado. “A reclamação do senador Jayme Campos é pertinente e com razão. A briga dele não é com o setor, mas com aqueles que continuam sonegando, cometendo crimes. Sabemos que parte dos produtores diz que exporta tudo, mas eles acabam vendendo a commoditie no mercado interno. Tentam camuflar isso para não pagar impostos”, disse.    

O tucano acredita, contudo, que a proposta de criar uma lei nos moldes do que já existe em Mato Grosso do Sul ainda precisa ser melhor debatida. “Não basta apenas uma lei para aumentar a receita. É preciso fiscalizar, desde a colheita até a venda”.   


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