Política

17/04/2018 17:10

Ex-juíza diz que Jaime é "ultrapassado" e representa a "velha política"

(midianews)

Considerado um dos principais "players" destas eleições, o ex-governador Jaime Campos, cacique do DEM, foi alvo de críticas da ex-juíza Selma Arruda (PSL), que disputará uma vaga ao Senado.

Apesar de bem cotado nas mais recentes pesquisas de opinião, Jaime é classificado como "ultrapassado" e adepto da "velha política" - além de ter feito uma má gestão, com atrasos salariais, por exemplo.  

"Eu acho que a gente tem que esquecer um pouco dessa velha política. Talvez os mais jovens não se recordem, mas quem viveu na época em que ele foi governador sabe que não foi um bom Governo. Houve atraso salarial, a gente lembra muito bem do que aconteceu naquela época", afirmou Selma.

 

"Essa velha política, essa forma antiga de se fazer política, eu acho que tem que ser renovada. Precisamos de gente nova, para arejar, sou contra a reeleição, não sou a favor de ter a política como carreira, como profissão. Vai lá, faz o que tem que fazer e sai fora. Já passou o tempo deles", disse. 

Questionada sobre possíveis esquemas de corrupção nas gestões de Jaime e de seu irmão, o também ex-governador Júlio Campos (DEM), a ex-juíza disse: "Não se tinha mecanismos nem de avaliação, muito menos de fiscalização como temos hoje, como laboratórios de lavagem de dinheiro, temos tantos outros meios que vieram bem depois. Não sei se efetivamente aconteceu ou não, mas a gente sabe que esse modo antigo de fazer política já está ultrapassado". 
"Comparação infeliz" 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Selma Arruda 12-04-2018

Selma Arruda, que criticou os irmãos Jaime e Júlio

Ela também cutucou Júlio Campos, que a comparou com o ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva, que deixou a magistratura para se candidatar e não obteve êxito. 
"Esse é o tipo de opinião de quem faz a velha política, de quem tem opinião ultrapassada. Não tem a mínima comparação porque eu estou sendo muito clara em dizer o que eu quero, o que eu me proponho a fazer e o que as pessoas que confiarem em mim podem esperar", disse. 
"A comparação é infeliz. E eu vejo que deve ser preocupação, já que o irmão dele [Jayme] deve concorrer ao Senado". 
"O que houve, no caso do Julier, é que havia um magistrado que havia se destacado por sentenciar processos do Arcanjo, prendido o Arcanjo, mas acabou que isso não teve projeção política e acabou indo para o partido errado (no caso, o PMDB). Sofreu rasteiras lá e perdeu completamente o ‘time’ de tentar fazer alguma coisa", pontuou.

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