Política

16/05/2022 17:50

Filha de Serys, médica surpreende com 16,3% na Percent e ameaça liderança de Wellington na corrida ao Senado

Primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Max Russi, homem forte do PSB, faz a ponte da médica, Natasha Slhessarenko, com a cúpula nacional do partido; na foto, eles posam ao lado de Márcio França, ex-governador de São Paulo

Como um meteoro, a médica e empresária, Natasha Slhessarenko (PSB), alcançou 16,3% das intenções de votos, em pesquisa estimulada ao Senado Federal realizada pela Percent, com 1.000 entrevistados, em Cuiabá e Várzea Grande. O atual senador, Wellington Fagundes (PL), ainda é o líder com 24,6%.

Mesmo sem nunca ter disputado qualquer cargo eletivo, Natasha apareceu atrás de Fagundes com diferença de 8%, número preocupante ao liberal, uma vez que ele exerce o sétimo mandato, seis como deputado federal e o atual como senador.

“Percebemos certa dificuldade do Wellington (senador) na Baixada Cuiabana. Em todas as nossas pesquisas, ele não passa de 25%, teto muito baixo em se falando de um candidato com mais de 30 anos de vida púbica. Por outro lado, a Natasha entra na disputa majoritária com baixa rejeição e enorme potencial de crescimento”, explicou Ronye Steffan, sócio-proprietário da Percent.

Sem nunca ter disputado cargo eletivo, Natasha Slhessarenko, surge no retrovisor do senador, Wellington Fagundes

Outro fator que deve servir como catapulta ao projeto de Slhessarenko é a força do presidente regional do PSB, deputado estadual, Max Russi, no interior de Mato Grosso. Como primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Max agrega apoios de inúmeros prefeitos, vereadores e líderes de cidades polos, além dos “grotões”.

“Se o Max levar a Natasha ao interior, até aqui é o seu único ponto fraco, ela passa a ser uma candidata ao senado muito competitiva. Pela minha análise qualitativa, a filha da Serys (ex-senadora) representa o mesmo sentimento de mudança, que vimos lá em 2018, liderado pela então juíza Selma Arruda. Ou seja: A Natasha é uma enorme dor de cabeça ao senador, Wellington”, asseverou Ronye.

Primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Max Russi, homem forte do PSB, faz a ponte da médica, Natasha Slhessarenko, com a cúpula nacional do partido; na foto, eles posam ao lado de Márcio França, ex-governador de São Paulo

O empresário e ex-candidato a prefeito de Várzea Grande, Flávio Vargas, o Frical (Pros), é terceiro colocado com 7,2% de preferência popular. No final de março, o ex-deputado estadual, Jajah Neves, líder do Pros em Mato Grosso, lançou Frical na disputa ao senado.

Com exatos 5%, o deputado federal, Neri Geller (PP), surgiu na quarta colocação nas duas maiores cidades do estado. Ele é seguido pelo presidente da Aprosoja, Antônio Galvan (PTB), com magro 1,8% das citações.

Rejeição

Dois medalhões da política regional lideram o quesito rejeição. Segundo a Percent, 13,7% dos entrevistados não votariam de jeito nenhum no atual senador, Wellington. Por outro lado, Neri é rejeitado por 9,5% dos eleitores. Slhessarenko acumulou 8,5% de recusa.

Metodologia

A Percent aplicou a técnica “survey de opinião” com 1.000 entrevistados por telefone em Cuiabá e Várzea Grande. A coleta de dados se deu entre os dias 27 de abril a 3 de maio. A margem de erro de é 3,10% para mais ou para menos. Seguindo os ditames da Lei Eleitoral, a pesquisa foi devidamente registrada junto ao Tribunal Regional Eleitoral sob o número MT-06721/2022.

Wellington Fagundes (PL) e o deputado federal, Neri Geller (PP), são os mais rejeitados ao senado em Cuiabá e VG

 

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