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21/01/2020 17:32

Etanol chega a R$ 3,19 na capital; preço está mais caro nas usinas e distribuídoras

O preço do etanol sofreu um novo reajuste nesta terça (21) e chega a ser vendido a R$ 3,19 o litro em Cuiabá. O valor é 3,2% mais caro do que estava sendo comercializado até a manhã de hoje, quando custava em média R$ 3,09/l.

O sindicato que representa os postos de combustíveis, o Sindpetróleo, justifica que o aumento foi repassado pelas usinas e distribuidoras. O Sindaalcol nega ter havido majoração dos preços nas usinas, que se manteve em R$ 2,51/l, em Mato Grosso.

Segundo o Levantamento de Preços da Agência Nacional de Petróleo e Biocombustíveis (ANP), houve aumento de nove centavos no preço médio vendido pelas distribuidoras, que nas duas últimas semanas passou de R$ 2,65 para R$ 2,74.

Segundo informou o Sindipetroleo, as distribuidoras que atendem postos de bandeira branca tem vendido em média a R$ 2,70 e R$ 2,75, enquanto que aos postos bandeirados, o valor do etanol nas distribuidoras varia entre R$ 2,80 e R$ 2,82.

Jorge dos Santos, diretor-executivo do Sindalcool, explica que na passagem de dezembro para janeiro, o preço médio do etanol nas usinas passou de R$ 2,31 na última semana de dezembro para R$ 2,47 na primeira semana de janeiro, chegando a R$ 2,49 na semana seguinte, e se situando em R$ 2,51 nos últimos sete dias.

“Essa progressão aritmética se deu por conta do aumento de 2 pontos percentuais no ICMS sobre o Etanol, que passou de 10,5% para 12,5% e por conta do aumento de R$ 2,65 para R$ 2,86 no PMPF, que é o preço médio ponderado ao consumidor final, que é a base de cálculo utilizada pela Sefaz para recolher o imposto”, ressalta.

Com os reajustes, independentemente das variações na usina, distribuidora ou nos postos, o consumidor, em menos de um mês, está enfrentando o terceiro aumento no preço do combustível, que em tese, deveria ser mais vantajoso, principalmente, porque Mato Grosso é produtor de etanol.

Apesar disso, quem quiser completar um tanque de 45 litros com etanol vai gastar R$ 143,5 a partir de hoje, sendo que a mesma aquisição em dois dias custava R$ 139,05, uma diferença de R$ 4,5.

O sindicato das distribuidoras, a BrasilCom, informou que por uma questão de compliance, não comenta ajustes de preços de combustíveis.

 

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