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04/11/2019 09:42

Presidente da OAB de Colíder rebate acusação de extorsão: 'não fizemos nada de ilícito'

(nortaoonline)

Após ter seu nome e do colega advogado Jayme Rodrigues de Carvalho Junior apontados em acusação de extorsão, o presidente da OAB de Colíder, Silvio Eduardo Polidório afirmou inocência no caso, em entrevista exclusiva ao site Nortão Online.  
Os dois advogados tiveram prisão preventiva decretada pelo juiz da Vara Única da Comarca de Guiratinga, Aroldo José Zonta Burgarelli, que ainda negou um recurso da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Mato Grosso e manteve o pedido de prisão. Os dois são acusados de tentar extorquir R$ 800 mil do ex-prefeito de Guiratinga, Gilmar Domingos Mocellin. 
De acordo com o narrado nos autos, os advogados juntaram-se a outros três homens para juntos invadirem a fazenda de Mocellin e mediante ameaça e supostamente a mando de Carlito Ramos Rezende, conseguir arrancar dele o pagamento citado. “Fomos pegos de surpresa com essas acusações tão maldosas. Estamos protocolando um pedido que será direcionado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, onde destacamos a verdadeira história. Não cometemos ilícito algum, estávamos no exercício da profissão de advogado, recebemos um cliente que apresentou uma situação englobando um conflito de terras e fomos procurar a parte contrária para dialogar a respeito”, contou Silvio Polidório. 
O presidente da OAB Colíder ainda reforçou que “Não presenciamos ou compactuamos com qualquer atividade ilegal, seja de invasão à propriedade ou extorsão. Fomos até Guiratinga atender o cliente que nos procurou e mesmo após agendar reunião com a pessoa que se diz vítima, a mesma não compareceu e sequer falamos. Tivemos o nome envolvido e a prisão decretada pelo simples fato de termos dormido em um hotel e ido até a cidade de Guiratinga”, pontuou. 
Segundo Polídório, foram registrados “três boletins de ocorrência que tentam dizer terem as práticas sido realizadas por nós. Nos dois primeiros eu estava em Colíder fazendo audiências e o Dr. Jayme estava em viagem para São Paulo, sem contar que datam de outubro de 2018, quando sequer havíamos sido procurados por ninguém e nem detínhamos conhecimento sobre a situação. No terceiro Boletim de ocorrência, não há qualquer vinculação ao nosso nome ou menção de participação das nossas pessoas em qualquer atividade ilícita”, explicou. 
Sobre o fato de terem se deslocado até Guiratinga ele elucidou: “Tínhamos compromisso em Barra do Garças e Primavera do Leste, onde estivemos nas delegacias acompanhando outras situações relativas à outros clientes e aproveitamos essa viagem para ir até Guiratinga.O cliente de Guiratinga que nos procurou, apresentou uma documentação que levou a crer ser falso o título da terra que a pessoa nos acusa tem, por isso aceitamos ir até lá para tratar diretamente com o irmão dele e buscar diálogo com a parte contrária”. 
O advogado, que é bastante renomado na região Norte do Estado, está confiante que a justiça será feita. “Estamos apresentando para a justiça todos os documentos que comprovam a verdadeira história e buscando desmontar a mentira que envolve nossos nomes. Estamos aguardando a decisão judicial e a disposição da justiça para esclarecer todos os fatos”, concluiu. 
Saiba mais
A posse legal da área onde está localizada a propriedade rural é disputada pelo ex-prefeito e o suposto mandante do crime. Foram expedidos mandados de prisão também contra Davi Souto da Silva, Helio Perina Junior, Luiz Carlos Felix Viana. Conforme a narrativa do boletim de ocorrência registrado pelo ex-prefeito no dia 28 de agosto, era perto das 16h40 do dia 27 quando os cinco homens, todos vestidos de preto dos pés à cabeça — entraram sem permissão na Fazenda, armados, trancando as entradas e saídas do lugar, dizendo que parte daquela terra era de Carlito Ramos Rezende e por isso exigiam ver Gilmar Domingos Mocellin. O ex-prefeito, entretanto, não estava e todos recuaram a mando de Davi Souto da Silva, apontado como líder jagunço do bando.  
De acordo com Polidorio, ele se dirigiu até a propriedade acompanhado de seu sócio e do cliente, tendo conversado com um funcionário e deixado seu telefone de contato para Gilmar retornar via ligação telefônica. Diz ainda que solicitou um encontro na delegacia. "Nós comparecemos na delegacia no horário marcado, porém nem Gilmar ou o delegado estavam lá." 
Disse ainda que no processo consta a sua imagem na propriedade rural, conversando normalmente com o funcionário de Gilmar, sem qualquer artifício tapando seu rosto, diferentemente do que circula nas informações, além de não haver qualquer imagem que mostre os supostos 05 homens vestidos de preto dos pés a cabeça. 
A OAB entrou no caso e formulou um pedido para tentar revogar as prisões dos dois argumentando que eles não precisavam ser presos porque não “oferecem risco à ordem pública” e, ainda, que ambos “possuem reputação ilibada na comunidade em que atuam”, em Colíder e Alta Floresta e que só foram à fazenda porque o ex-prefeito pediu que eles fossem somente acompanhar uma reunião na qual seria firmado o acordo para dar fim à briga pela terra, em pleno exercício da advocacia.

Fonte: Nortão OnlinePor: Redação

 

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