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12/07/2019 16:52

Clínicas veterinárias são notificadas a darem explicações sobre descarte de animais mortos após corpos de 20 cães serem encontrados

(G1)

As clínicas veterinárias de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, foram notificadas pela Secretaria de Meio Ambiente do município (Sema) a prestarem depoimentos sobre o descarte de animais mortos nos estabelecimentos.

A secretária de Meio Ambiente, Célia Castro, informou que recebeu duas denúncias nos últimos dias de que são clínicas veterinárias que estão descartando esses animais de forma irregular na região.

“Após as denúncias, notificamos as clínicas para que elas expliquem o que fazem com os animais que morrem nos estabelecimentos deles”, disse.

Uma equipe técnica da Sema também realizou uma vistoria no local e afirmou que os animais encontrados não foram enterrados e alguns estão a cerca de 20 metros do rio. 

“Entramos em contato com o Indea (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso), que também visitará o local. Um boletim de ocorrência também será registrado para que a polícia entre no caso”, ressaltou a secretária.

Segundo a Associação Amamos Animais, os moradores que têm chácaras próximas ao rio estão incomodados com o mau cheiro e preocupados com a qualidade da água.

“Eles disseram que há um mau cheiro há dias na estrada e resolveram entrar na mata para ver o que estava acontecendo, foi quando encontraram os animais”, informou.

Em nota, a Águas Alta Floresta, concessionária dos serviços de água e esgoto do município, informou que a captação de água responsável pelo abastecimento da zona urbana encontra-se em uma bacia diferente do local onde foram encontradas ossadas de animais, não havendo nenhum risco de contaminação.

A concessionária disse ainda que vai remover os cães do rio, assim que a polícia estiver concluído a perícia no local. 

Animais mortos por envenenamento

Cerca de 30 animais foram mortos supostamente por envenenamento, em Alta Floresta, em janeiro deste ano.

Ao todo, foram confirmadas 29 mortes de cães e de um gato. No entanto, segundo a associação, a quantidade de animais mortos nesse período pode ter chegado a 40.

Ainda não se sabe se os animais encontrados descartados de forma irregular na região têm relação com os animais mortos no início do ano. 

“Pedimos à população que se tiver alguma informação entre em contato com a Sema, o anonimato da pessoa será garantido”, ressaltou Célia.

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