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12/02/2019 17:27

Ambulante é resgatado sem vida no Rio Teles Pires

O corpo do vendedor ambulante João Vitor Custódio Fitz, de 22 anos, natural e domiciliado no município de Bauru, estado de São Paulo, foi encontrado sem vida no Rio Teles Pires na tarde da ultima 2ª feira pelos Bombeiros Militares de Alta Floresta.

De acordo com o Bombeiro Militar Sgto Luis Fábio, foi feito contato com a unidade de Bombeiros de Alta Floresta comunicando o desaparecimento de um jovem nas águas do Rio Teles já no final da tarde do domingo (10).

Informações davam conta que na margem direita do rio Teles Pires, MT 419, município de Novo Mundo, havia um grupo de vendedores ambulantes (cerca de 10) que aguardavam a vinda da balsa conhecida como “Balsa do Alcino” vir da outra margem para que pudessem passar à margem esquerda do rio junto com o ônibus em que estavam. Enquanto aguardavam a chegada da balsa, alguns destes homens se divertiam na água.

Com a chegada da balsa, eles subiram nela, e dois deles saltaram na água, não conseguindo retornarem, sendo levados rio abaixo. Um destes vendedores, com a ajuda da Sra. Vera, que tem uma flutuante há cerca de 200 metros de onde saíram, saiu da água quando um cabo de vassoura lhe foi dado para segurar e ser puxado para a flutuante.

O outro rapaz, João Vítor Custódio Fitz, 22 anos, natural e residente no município de Bauru, estado de São Paulo, um pouco antes da flutuante e há uns 10 metros da margem, submergiu nas águas do rio Teles Pires, não tendo voltado à tona, isto por volta de 15h30min do domingo (10).

Após contato, uma equipe de busca,  composta pelo Sgto BM Luiz Fabio, Sd BM De Paula e Sd BM Amorim se deslocaram para a Balsa do Alcindo na manhã de 2ª feira (11). O motivo do deslocamento apenas pela manhã, foi por razões de segurança, via de regra onde o Corpo de Bombeiros não realiza buscas subaquáticas em período noturno.

Após várias buscas fazendo-se incursões na água (mergulho) por toda a manhã e parte da tarde os Bombeiros não tiveram êxito no trabalho de se encontrar o corpo debaixo d’água.

Com isso, a equipe fez uma rodagem de barco rio abaixo inspecionando a superfície da água a fim de poder se encontrar o desaparecido supostamente afogado, considerando que já havia transcorrido várias horas em que o afogamento havia ocorrido.

Ao se retornar à flutuante que servia de base à equipe do Corpo de Bombeiros, por volta das 15h50, eles avistaram de longe a parte superior de um couro cabeludo e, ao aproximarem, constataram tratar-se de um corpo humano na condição morte.

Algumas condicionantes influenciaram o não encontro do corpo por meio de mergulho, sendo eles:

  • No período chuvoso há o carreamento substancial de material para o rio proveniente das margens e adjacências do mesmo, tornando a água bastante turva. A visibilidade há uns cinco metros abaixo da água não ultrapassa 01 metro mesmo com o uso de lanternas.
  • Devido ao horário de acionamento, até se mobilizar a equipe de busca, acondicionar todos os materiais que não são poucos e tempo para o deslocamento, não foi possível mergulhar-se no mesmo dia do fato ocorrido. Deste modo, passadas algumas horas, em razão do processo de decomposição do corpo, o cadáver lentamente eleva-se do fundo, consequentemente sendo levado pela água. Por isto que o êxito de busca subaquática é mais certo quando feita em poucas horas após o afogamento.
  • Rios estreitos, lagoas e represas em que há pouco ou nenhum movimento da água, o encontro de corpo no fundo da água é mais provável.
  • De todo modo, apesar de uma gama de variáveis, o Corpo de Bombeiros empreende esforços para que se encontre a pessoa desaparecida num menor tempo possível, uma vez que quanto mais tempo se leva para encontrar o morto, mais sofrimento há dos familiares e menos tempo terão para a cerimônia funerária.

O corpo do jovem foi levado para a Politec de Alta Floresta onde passou por necropsia e será transladado ainda hoje para o município de Bauru/SP para sepultamento.

Dados importantes de afogamentos segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático – SOBRASA (Conforme Boletim Brasil 2018)

  • 16 brasileiros morrem afogados diariamente.
  • A cada 91 minutos um brasileiro morre afogado.
  • Homens morrem 6,8 vezes mais que mulheres.
  • 47% dos óbitos são de pessoas até os 29 anos de idade.
  • A Região Norte do Brasil tem o maior índice de mortalidade.
  • 75% dos óbitos ocorrem em rios e represas.
  • 52% das mortes na faixa de 01 a 09 anos de idade ocorrem em piscinas e residências.
  • Mais de 80% das mortes ocorrem por, IGNORAR OS RISCOS, NÃO RESPEITAR LIMITES PESSOAIS, e DESCONHECER COMO AGIR.

Orientações do Corpo de Bombeiros para se evitar afogamentos e/ou ajudar quem está necessitando de socorro

  • O uso do colete salva-vidas não é facultativo e sim obrigatório por lei para quem está navegando, ou seja, está dentro de um bote, canoa, barco, lancha, navio, praticando desportos aquáticos, etc.
  • Jamais adentre em rio, represa, lago, lagoa, mar, piscina com profundidade acima da linha cintura se você não sabe nadar.
  • Crianças brincando com água devem ser ininterruptamente monitoradas pelos pais. O acidente ocorre em alguns pouquíssimos segundos de descuido. Por exemplo, já atuei em busca de criança que morreu afogada porque escorregou em pedra no rio e estava sem colete salva-vidas.
  • Não vá se divertir na água se estiver embriagado. O efeito do álcool e outras drogas no organismo reduz a percepção de risco, diminui reflexos e reduz alguma habilidade natatória que a pessoa possa ter. Portanto, não faça a combinação álcool/água.
  • Não pilote barco e jet-ski sobre o efeito de álcool. Não entre em embarcação com pessoa que a conduz que esteja alcoolizada. A mesma proibição legal para não se dirigir veículo automotor tendo antes ingerido bebida alcoólica ou usado outras drogas, existe para quem pilota embarcação em meio aquático.
  • Jamais deixe o ralo de sucção das bombas de piscinas sem a devida proteção.
  • Você não deve ser um nadador profissional. Portanto, não crie desafios que você não sabe se suporta como atravessar um rio ou represa.
  • Em caso de uma embarcação virar, não se desespere. Mantenha-se na superfície da água e deixe que a corrente o leve para a margem, apenas se direcionando para onde quer ir, mas sem brigar com a água, o que causará exaustão, pânico e possível afogamento.
  • Não se aventure em águas desconhecidas. Você não conhece as características do ambiente aquático local. Procure se informar acerca dos riscos e cuidados com salva-vidas e pessoas locais confiáveis.
  • Forneça a flutuação para uma pessoa que está se afogando lhe possibilitando o contato com bóias, pedaços de tábua, tampa de isopor ou qualquer outro material flutuante. Corda também é bastante eficaz a fim de puxar uma pessoa a um lugar seguro. Não se arrisque a ter contato com quem está se afogando se você não tem o conhecimento técnico para tal. Você poderá ser mais um afogado.
  • Remova da água se for seguro para você.
  • O Afogamento possui vários graus de gravidade, e em muitos casos requer um atendimento hospitalar. Acione o serviço de emergência para encaminhamento do paciente ao serviço médico.
  • Evite saltar em locais desconhecidos e sem conhecer a profundidade do local. Além de poder se chocar com algum material cortante, pontiagudo, estrutura construída pelo homem e debaixo da água, você pode bater sua cabeça contra o fundo do ambiente aquático, lesionando suas vértebras cervicais com sério risco de ficar sem andar depois. 

Lembre-se que afogamento não é acidente, não acontece por acaso, tem prevenção e esta é a melhor forma de tratamento.

Em caso de dúvidas, procure o Corpo de Bombeiros de sua cidade.

 

Luiz Fábio da Silva – 1º SGT BM


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